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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Falas do Seminário

A influência norte-americana converteu a maior parte dos militares brasileiros em luta contra o comunismo.

Dessa forma, entendemos por que os militares se espelharam tanto em derrubar o governo de Jango, claramente populista, mas que propunha projetos identificados como comunistas:  reforma agrária, nacionalização das empresas, contenção na remeça de lucros. Segundo a doutrina de segurança nacional e os militares do ESG, tirar João Goulart da presidência significava derrubar o comunismo.
O golpe de 31 de março de 1964 foi obra dos militares, cujos líderes, entretanto, encontravam-se divididos em dois grupos: militares linha-duras e grupo da Sorbonne.

GOVERNO CASTELO BRANCO
Ao assumir a equipe econômica de castelo branco, Roberto Campos elaborou o plano de ação econômica do governo (PAEG), que buscou implantar medidas como: impor corte nas despesas do governo; aumento de impostos; corte nos créditos ao setor privado; política de arrocho salarial. A criação do fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) substituiu a estabilidade dos trabalhadores após dez anos no emprego.
Apesar de um período inicial de desemprego  recessão, o governo de castelo Branco recuperou-se economicamente, principalmente depois que os EUA emprestaram capitais ao Brasil e incumbiram-se  de fiscalizar a política econômica brasileira. Essa atitude revelava o quanto o Brasil estava alinhado e dependia da política norte-americana para a America do sul.

MEDIDAS POLITICAS: A CONTRUÇÃO DO AUTORITARISMO
Como todos os governos militares posteriores, Castelo Branco era adepto da doutrina de segurança nacional e anticomunista inflexível. Iniciou, desse modo, intensa perseguição aos inimigos políticos e censura aos meios de comunicação. A proximidade das eleições de 1965 fez Castelo Branco tomar outras atitudes, como a cassação de Juscelino Kubitschek, por ser muito popular, a proibição dos ex-ministros de Jango candidatar-se a cargos públicos.
As eleições de 1965 marcaram a vitória da oposição ao regime nos estados da Guanabara                     ( atual Rio de Janeiro) e Minas Gerais. Por outro lado, o mandato presidencial foi prorrogado até 1967.
Os militares da linha-dura não  queriam a posse dos eleitos, mas castelo branco, fiel aos ideais do grupo Sorbonne, editou o ato institucional nº 2, visando na garantir a posse dos eleitos , ao mesmo tempo que extinguia os partidos políticos existentes e instaurava no Brasil o bipartidarismo. Assim, foram criados a Arena (aliança renovadora nacional) e o MDB (movimento democrático brasileiro). Alem disso, o AL-2 voltou a conceder ao presidente o direito de cassar mandatos e aumentou o número de juízes do supremo tribunal federal de onze para dezesseis, indicados pelo presidente, garantindo , assim, o controle do judiciário pelo executivo.
A proximidade das eleições de 1967 marcou o endurecimento do regime. Castelo Branco foi pressionado pelos linha-duras do exército a indicar costa e silva como candidato de arena, bem como a tomar medidas que contrariavam seu discurso inicial de “retorno rápido “. No inicio de 1967, ele promulgou a lei imprensa, aprofundando a censura e a lei de segurança nacional, cassando mais mandatos e fechando o congresso. Logo depois, decretou o AL-4, que reabria o congresso para a aprovação de uma constituição e a eleição de presidente. Em 15 de março aprovou-se a constituição do regime militar e elegeu-se Costa e Silva para presidente.
O governo de Costa e Silva marcou o afastamento ainda maior dos políticos civis do poder e a vitória do exército sobre a sociedade civil. O comando da economia foi entregue ao ministro Delfim Neto.

REPRESSÃO E GUERRILHA
O endurecimento do regime favoreceu uma radicalização política, fazendo surgir a guerrilha de esquerda no Brasil. Na mesma época, na Europa, acontecia o movimento de maio de 1968.
A educação também foi alvo dos ataques da política ditatorial, que tentava conter o pensamento critico do movimento estudantil e de nossos intelectuais, maiores opositores do regime. Este perseguiu e prendeu professores e estudantes, alterou o currículo escolar com implantação de disciplinas, criou escolas técnicas capazes de formar mão-de-obra competente que não questionasse as ações governamentais.
A continuidade da repressão política por parte de Costa e Silva levou parte da classe média que havia apoiado o golpe a conviver com o medo de ver familiares espancados, presos ou torturados. Além disso, a política de arrocho salarial atingia muitos membros dessa classe. Esses fatores favoreciam o surgimento de guerrilhas urbanas, as quais seqüestravam pessoas, promoviam assaltos a bancos e pequenos atentados, tudo em nome da liberdade. Paralelamente, jovens ligados ao Paraguai, no interior do Brasil (PC do B )montaram acampamentos de treinamento militar na região do Araguaia, no interior do Brasil, buscando arrebanhar homens para formar um exercito rural e criar uma nova ordem no Brasil, era  o surgimento da guerrilha no campo.
Primeiro porque os opositores do regime eram julgados criminosos, terroristas, a escoria da sociedade. Os militares espalhavam pelos locais públicos, fotos dos procurados , como perigosos criminosos bandidos, homens e mulheres que ameaçavam a paz e a ordem do país. O segundo fator foi a intensa repressão aos grupos guerrilheiros. Qualquer um, suspeito de ligações com grupos de esquerda ou em participação em ações contrarias ao governo, era severamente punido.
O crescimento da oposição civil ao regime através dos movimentos operário, estudantil ou da classe media havia colocado os militares em alerta, os quais aproveitaram o discurso do deputado Marcio Moreira Alves para decretar o Al-5. Nesse  o deputado incentivava as moças do pais a não dançarem com cadentes nos bailes de 7 de setembro, o que incendiou o clima nos quartéis e criou o ambiente necessário para endurecimento do regime. Dentro as determinações do AL-5 estão-
                - suspensão de todas as garantias constitucionais e individuais;
                - suspensão do habeas corpus;
                - reabertura da temporada de cassações;
                -fechamento do congresso.

GOVERNO MÈDICE EO MILAGRE ECONOMICO:
Considera-se o governo Médici como mais característico do período militar. Como nenhum anterior, associou desenvolvimento econômico com repressão política. Os militares linhas-duras encarregaram-se  de mais rigorosa perseguição a todo e qualquer opositor do regime, respaldados pela censura aos meios de comunicação. Em termos de desenvolvimento o, o Brasil vivenciou o chamado “milagre econômico”, com o crescimento anual elevando a taxas em torno de 10% ao ano, favorecidas pela disponibilidade de crédito no mercado internacional a juros baixos e pelo baixo preço de petróleo. Garantiu-se a expansão econômica pela atuação chamados superministros, tecnogratas como leitão de Abreu e Delfim Neto, os quais respondiam pelos assuntos administrativos e políticos e pelo setor econômico , respectivamente. O ministro do exercito, Orlando Geisel, completava esse time dirigindo a sensível área de segurança. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Artigo - Ditadura Militar



Ditadura militar é uma forma de governo onde o poder político é efetivamente controlado por militares

A Ditadura Militar no Brasil teve uma duração de 21 anos, iniciando em 1964 que terminou em 1985. Resultou do golpe dado pelos militares em 31 de Março de 64, com o afastamento de então presidente João Goulart e a subida ao poder do Marechal Castelo Branco. Obviamente que o golpe não ocorreu de uma hora para a outra. Em um contexto de fortes disputas ideológicas.

A nova política, fez surgir à guerrilha de esquerda no Brasil. A educação foi alvo dos ataques de política ditatorial, criaram escolas técnicas que não questionava as ações do governo, a continuidade da repressão política por parte de costa e silva levou parte da classe mediam a viver com medo, esses fatores favoreciam o surgimento de guerrilhas urbanas. Os militares espalhavam, pelos locais públicos, que eles eram perigosos bandidos, qualquer um suspeito de ter ligação com grupos de esquerda, eram severamente punido, muitos da população não suportavam a sessão de tortura, nem todos militares aceitava a pratica de tortura, por desrespeitar os direitos humanos.

Considera-se o governo Médici com o mais característico do período militar. As militares linhas duras perseguiam a todo ou qualquer opositor do regime, o Brasil viveu o chamado milagre econômico, o governo de Médici marcou profunda aliança entre militares e tecnocratas. O Dops e DOI-CODI ambos reprimia qualquer manifestação contra o governo ,de acordo com Delfim Neto ,ele dizia em melhorar a economia do Brasil e depois dividir com a população ,porem não foi isso que aconteceu e o que era considerado milagre se tornou em uma desilusão .

Dizemos que essa foi à época da violência, repressão, tortura, e que as pessoas eram submetidas a fazer o que o governo impunha a elas.